terça-feira, 18 de agosto de 2009

Festival de inverno da UFPR - 2009


Em julho dei uma descida num dia de semana - quinta - pra dar uma olhada no festival de inverno da UFPR, parceria com a cidade de Antonina. Um pouco de choro na igreja matriz com Juliao Boemio e Joao Egashira e depois samba, na produção do Marcus Cabeleira e Leticia.
A foto é do orkut do Marcus e juntos estão alguns parceiros do umbigueiros - Salvador, Marlene, Nereida, Ceara. Tive a honra de ler o texto do show - Clara Nunes para mais de 2.000 pessoas. Que alias foi muito bom - participaram os musicos de Curitiba: Juliao Boemio - cavaco, Vina Chamorro - 7 cordas, Nega Fua (Aline) -voz, Macarrão, Marcio e !!!! esqueci o nome do menino - na percussão.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Contraponto, Musica e Fortunas - Ivan Lessa

Não resisti - nas minhas andanças no Canal BBC olhe o que o Ivan Lessa postou na coluna dele esta semana. Com a leitura transportem para o mercado brasileiro.

Três acordes e um gritinho
Não entendo nada de música popular. Deste século. De pelo menos 40 anos do século passado. Cantarolo o que já foram chamados entre nós de clássicos populares. Ou "standards", pelos americanos.
Carinhoso, de Pixinguinha, não é estranho às minhas vocalizações no chuveiro ou mentais. Canto mais mentalmente no que no chuveiro, confesso. Além de ruim de voz, tenho um fraco por lugar-comum.Tendo pouca imaginação, e sempre abilolado no que diz respeito a concentrações, quando tenho uma viagem maiorzinha, seja de trem ou de avião, lá vou eu entoando velhas, velhíssimas canções, nos recônditos ainda em vinil e analógicos de minha mente, onde o engenheiro de som sempre dá um jeito de melhorar a interpretação mexendo lá nos seus botões.
Minhas interpretações no frio e no escuro de minha mente doentia são invariavelmente a capella, uma vez que meus dotes musicais dão apenas para quebrar o galho com Blue Moon (introdução, inclusive), J'attendrai e Senza Fine. Não me peçam um arranjo, mesmo simples, com piano, contrabaixo, bateria e guitarra elétrica. Caixa de fósforo ou chapéu palheta já serias exagero. Mais dotado fosse, e meus acompanhamentos estariam todos a cargo de Nelson Riddle, que também regeria a orquestra toda: metais, cordas e percussão.
Volto a meu trem. Minhas cantorias caladas. Música popular. Deve ser bom estar vivo nesta época em que todos os dias há novas bandas surgindo, cantoras de um nome só despontando, rapazes de origem humilde e talento ainda mais modesto saindo vencedores nesses programas de calouro de luxo que povoam o mundo. Fosse eu garotão e tivesse dinheiro, estaria comprando disco adoidado, ou baixando no computador, ou na engenhoca mais em moda, essa garotada toda de vida artística breve e dinheirama gorda e longa.
Um dia, quando ela estava mais na moda, Madonna Louise Ciccone me serviu de inspiração. Anos 90, por aí. Um jornal deu o quanto ela iria faturar naquele ano. Abro parêntese: o que os artistas ganham faz parte de seu repertório e não pode faltar a qualquer show. Fecho parêntese. Dei-me então à pachorra - só as pessoas de minha idade podem se dar à pachorra - de calcular, por alto, quanto daria isso em termos da época de ouro da música popular norte-americana, ou seja, entre 1920 e 1960, por aí. Armado de caneta esferográfica e papel, mentalmente ouvindo, pela enésima vez, a gravação de Sing, sing, sing, de Benny Goodman, com Gene Krupa deixando cair na bateria, fui fazendo contas.
Ali estava, na minha frente, para todo mundo ver. Ou eu só ver. Madonna, naquela desgraça de ano, estava ganhando mais dinheiro do que todos os músicos de jazz ganharam juntos durante perto de 5 décadas. Repito: todos os músicos de jazz. Duke Ellington e cada membro de sua orquestra. E Count Basie. E Stan Kenton. E Tommy Dorsey. E Artie Shaw. Mais que todos os vocalistas: Sinatra, Ella, Crosby, Sarah, Haymes, Eckstine. Todos. Todos, todos, todos.
Taí, confesso que não achei justo. Só algum tempo depois me veio a luz. Eles e Madonna não estavam na mesma profissão. Eram músicos eles, ela espetáculo. Para aquela idade terrível: dos 12 aos 24 anos. Tudo hoje se dirige para essa faixa etária. Dela é este reino e o do céu também. Esta, a faixa etária, que se não aprendeu nada de música, harmonia, contraponto, arranjo ou modulação, uma única coisa aprendeu: ganhar muito dinheiro. Já é algo. Toca, pois, tudo a ser "artista". Passa tudo para a fila de aspirantes à participação nos programas de calouros incrementados.
Há um lado positivo nessa história. Além de deixar a música para quem música aprecia. A hipocrisia com relação à total falta de talento não é absoluta. Um rapaz por nome Jarvis Cocker, que segundo consta é um mito imortal como Charlie Parker ou Lester Young, admitiu - admitiu, não; gabou-se, isso sim - não entender nada de música, de composição, coisa alguma. Segundo Donovan, frágil menestrel dos anos 60, "Basta não desafinar. Muito. E saber contar até quatro. Muitos compositores modernos sabem contar até quatro." O cavalheiro esse não estava sendo irônico. A ironia não faz parte do repertório da moderna música pop.
Ennio Morricone, que dispensa (mesmo) apresentações, disse de certa feita que os Beatles seriam muito melhores se tivessem estudado música. No que discordo violentamente do maestro e compositor italiano: seriam muito piores. Uma intimidade maior com as formalidades da composição musical só botaria minhocas na cabeça de cuia dos então jovens liverpudlianos.
Como disso no título desta croniqueta desafinada: três acordes e um "uau!", gutural de preferência, quebram o galho. De quebra, dão uma fortuna.

fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/lg/cultura/2009/02/090302_ivanlessa_tp.shtml

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Botecos de Curitiba - O Torto

O Magrão, dono do boteco é um apaixonado pelo genial jogador Garrincha - o bar todo, todo mesmo é repleto de fotos, materias, desenhos do jogador de pernas tortas. É um boteco de esquina com preços acessiveis e um otimo bolinho de carne. A imagem é uma propaganda de cerveja Sol e numa das fotos esta o mestre Dominguinhos. Em janeiro 2009 estive por lá com o Silverio Pontes e o Ze da Velha, antes do show deles com o grupo Madeira Brasil no Teatro da Reitoria. Esta localizado à rua Paula Gomes no Largo da Ordem. Vale uma visita.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Carnaval e Anildo Guedes - sentimento

Nesta terça de carnaval andei procurando algum texto ou materia que exprimisse o que sinto nos ultimos 5 anos, desde que parei de produzir 4 noites de carnaval num boteco que tinha no litoral do Parana. Estava desistindo e sem querer cai num blog, o Historias do Brasil, com o texto ideal:

20/02/2009
NÓS, OS FOLIÕES
Sempre fui um vigoroso defensor de uma ideia que não tem lá muitos adeptos - os maiores foliões são os tristes. O carnaval, definitivamente, não foi feito para os alegres, os festeiros escancarados, os baianos de plantão.O verdadeiro folião é o triste, o que sabe que a experiência carnavalesca é, sobretudo, uma pequena morte. Durante os dias de Momo, a máscara prevalece e todas as inversões sociais são bem-vindas e necessárias. É quando devemos esquecer o que somos, o que fazemos e, até mesmo, a quem amamos. Esquecimento, eis aí a essência da folia.O legítimo folião não programa o carnaval. Sabe apenas que vai para a rua imolar-se nos blocos e cordões, receber a extrema-unção com água benta de alto teor alcoólico e morrer até a quarta-feira de cinzas, quando ressuscitará como burocrata, marido, professor ou escriturário, para o longo e medíocre intervalo cotidiano entre um carnaval e outro.Lembro , por exemplo, de uma história que meu avô contava sobre um velho folião, tristíssimo, casado com uma tremenda jararaca, que saiu na sexta-feira, véspera do início do tríduo, com o argumento de que iria comprar uns caranguejos - prato predileto da patroa - para comer enquanto assistia aos desfiles das escolas de samba pela televisão, na santa paz do lar.Eis que o marido zeloso reaparece, pra lá de Bagdá, na quarta-feira de cinzas, protagonizando uma cena definitiva - fantasiado de imperador romano, espalha vinte caranguejos vivos na entrada da casa e chama a mulher, preparada para trucidá-lo. Ao ver a fera, começa a falar alto, dando esporro nos crustáceos decápodes :- Mais um pouco, pessoal. Falta pouco. Como são lentos. Quatro dias com a maior paciência e nada de vocês andarem mais rápido. Entrou, evidentemente, no rolo de pastel, mas honrou os bagos e as tradições. Cumpriu um dever.
É necessário brincar, senhores, é preciso beber, é urgente esquecer. O verdadeiro devoto de Momo, o maior dos solitários, é um morto se esbaldando na multidão. Brincar o Carnaval, para gente como nós, os foliões, não é opção [ é tarefa ].
Volto a ser o autor deste espaço na quarta-feira de cinzas.
Evoé!
Postado por Luiz Antonio Simas
fonte: blog "Historias do Brasil"

Bar Iraja - SP

Um bar com otimos petiscos, sempre cheio. Fui frequentar assiduo por um bom tempo. Ja estive ao lado de Nelson Sargento e esposa, batendo papo, sozinho diversas vezes, com um pessoal de Minas, com colegas de São Paulo, com ex-namorada Dani, com o pessoal da agenda-choro (tribuna)- que me levaram pela primeira vez lá pelos idos de 1999/2000. O chopp é muito bem tirado e os petiscos são excelentes. Vale muito uma visita. Veja mais detalhes no site deles, que alias é bem cuidado também (google = bar iraja sp). Tia Surica ja esteve fazendo sua feijoada por lá.
- a foto foi roubada do CD Esquina Carioca, realizaçao do bar (veja mais no blog cimples ocio samba e choro.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Guarequeçaba - visita novembro 1996


Aproveitei a materia da Gazeta do Povo aqui de Curitiba, sobre Guarequaçaba, que tem um bom conteudo e resumo do passeio para postar e lembrar de um visita à cidade de carro com minha filha Ciba que tinha apenas alguns meses e a ex-esposa Cibele. Foram 90 km de estrada de chão tipo costela de vaca. Vale a pena o sacrificio, pois o lugar é lindo. Não deixem de conhecer. Segue a materia scaneada do jornal a Gazeta do Povo do dia l.o de fev de 2009.